Este semi-blog tem como objetivo ser um A.V.E.
(ambiente Virtual de Ensino)
do blog do professor Cássio. Aqui os alunos entrarão em contato com o conteúdo das aulas do professor e tirarão suas dúvidas
Baseando-se na leitura do texto "A Primeira Guerra Mundial", das aulas presenciais e demais outras fontes, responda:
1) Explique com suas próprias palavras como um caso isolado (o atentado de Sarajevo) provocou o envolvimento de diversos países europeus na Primeira Guerra Mundial.
2) Por que na segunda fase da guerra (guerra de trincheiras) houve um alto índice de mortalidade nos combates?
3) Quais foram os dois fatos marcantes que ocorreram em 1917? Explique cada um.
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Como conseqüência de uma disputa imperialista entre as potências capitalistas européias, o mundo havia mergulhado num clima de tensão, que acabou estourando com o Atentado de Sarajevo em junho de 1914. O intricado jogo de alianças entrou em ação e uma a uma as nações declararam guerra as outras, sempre sendo fiel (ou quase) aos seus aliados, como um grande dominó.
Rapidamente os países europeus mobilizaram seus exércitos. A Alemanha tomou a dianteira e colocou em prática o plano Schlieffen, um ataque a França pelo norte, invadindo a neutra Bélgica. Foi neste momento que a Inglaterra declarou guerra e enviou ao continente a Força Expedicionária Britânica.
Os exércitos alemães foram fulminantes. Em poucas semanas ocupou a Bélgica e iniciou a invasão à França. O exército Francês, pego de surpresa, só conseguiu deter os alemães na Batalha do Marne, a apenas 45 km de Paris. Os alemães detidos, se viram obrigados a cavar trincheiras para garantir os territórios conquistados. Franceses e ingleses fizeram o mesmo. As duas linhas, uma em frente a outra, ia da fronteira da Suíça até o Canal da Mancha. Neste momento acaba a guerra de movimento e tem inicio a guerra de posição, ou de trincheira.
Ao mesmo tempo o Império Russo ataque pelo Leste, mas seus exércitos são contidos na Batalha de Tannenberg. Ocorre também a construção de trincheiras de ambos os lados.
Neste primeiro momento a Itália, então participante da Tríplice Aliança ao lado da Alemanha, mantém sua neutralidade, alegando que a aliança era apenas em caso de defesa, e não de ataque. No ano seguinte, em 1915, vendo a possibilidade de ganhos territoriais em cima da Alemanha e da Áustria, os italianos declaram guerra aos seus antigos aliados.
As lutas durante a fase das trincheiras eram horríveis. Devido as novas tecnologias empregadas em campo de batalha, como o canhão de longo alcance, a metralhadora, os primeiros aviões de combate, os tanques e os gases tóxicos, aliado as táticas de combate antiquadas, fizeram com que a terra de ninguém (o trecho de terra entre as trincheiras) se transformasse um gigantesco cemitério a céu aberto. Foram quatro anos de terríveis provações que os soldados de ambos os lados sofreram e o principal responsável pelo elevado número de mortos durante a guerra.
Dois fatos foram marcantes para o desenrolar da Primeira Guerra Mundial. Primeiro foi a Revolução Russa de 1917. Em fevereiro deste ano iniciou-se no então Império russo um processo revolucionário que implantou a República e onde os trabalhadores tomaram o poder em novembro, culminando na criação do primeiro Estado Operário do mundo, sob a liderança do Partido Bolchevique. Com isso o novo governo retirou a Rússia da guerra, que era uma das reivindicações do povo.
No mesmo ano houve a entrada dos Estados Unidos no conflito. O país havia se transformado no principal financiador dos ingleses e franceses, emprestando dinheiro e vendendo material bélico. Mas o risco de derrota de seus clientes assustou os empresários e banqueiros americanos, que ficaram com medo de perder seus investimentos. Estes pressionaram o congresso e o presidente Woodrow Wilson a declararem guerra a Alemanha, usando da desculpa que submarinos deste país havia torpedeado um navio dos americanos.
Com as suas tropas liberadas da Frente Oriental após a saída da Rússia, a Alemanha lança uma poderosa ofensiva contra a França em 1918, esperando derrotá-la antes da chegada dos americanos. Mas foram detidos novamente a poucos quilômetros de Paris. E com a chegada das tropas dos EUA os alemães tiveram que recuar.
A situação da Alemanha estava difícil. Suas aliadas, a Áustria-Hungria e o Império Otomano se renderam perante os ingleses e seus aliados. Cercados pelo sul e pelo Oeste e antes que tivesse seu território invadido, os alemães assinaram o armistício em Compiégne, no dia 11 de novembro de 1918. É o fim da Primeira Guerra Mundial, que teve como saldo mais de 10 milhões de mortos, entre militares e civis.
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fonte: infoescola Comunidade e sociedade são as uniões de grupos sociais mais comuns dentro da Sociologia. Sabemos que ninguém consegue viver sozinho e que todas as pessoas precisam umas das outras para viver. Essa convivência caracteriza os grupos sociais, e dependendo do tipo de relações estabelecidas entre as pessoas, esses grupos poderão se distinguir.
A comunidade é a forma de viver junto, de modo íntimo, privado e exclusivo. É a forma de se estabelecer relações de troca, necessárias para o ser humano, de uma maneira mais íntima e marcada por contatos primários. Sociedade é uma grande união de grupos sociais marcada pelas relações de troca, porém de forma não-pessoal, racional e com contatos sociais secundários e impessoais.
As comunidades geralmente são grupos formados por familiares, amigos e vizinhos que possuem um elevado grau de proximidade uns com os outros. Na sociedade esse contato não existe, prevalecendo os acordos racionais de interesses. Uma diferenciação clara entre comunidade e sociedade é quando uma pessoa negocia a venda de uma casa, por exemplo, com um familiar (comunidade) e com um desconhecido (sociedade). Logicamente, as relações irão ser bastante distintas entre os dois negócios: no negócio com um familiar irá prevalecer as relações emotivas e de exclusividade; enquanto que na negociação com um desconhecido, o que irá valer é o uso da razão.
Nas comunidades, as normas de convivência e de conduta de seus membros estão interligadas à tradição, religião, consenso e respeito mútuo. Na sociedade, é totalmente diferente. Não há o estabelecimento de relações pessoais e na maioria das vezes, não há tamanha preocupação com o outro indivíduo, fato que marca a comunidade. Por isso, é fundamental haver um aparato de leis e normas para regular a conduta dos indivíduos que vivem em sociedade, tendo no Estado, um forte aparato burocrático, decisor e central nesse sentido.
O mercantilismo era um sistema econômico baseado na compra e venda de mercadorias, afim de se obter o acumulo de riquezas e, principalmente, um forte intervencionismo do Estado Absolutista na economia. Ele tinha duas doutrinas básicas:
Intervenção Estatal: Para o mercantilismo, somente o rei e sua equipe econômica saberia como deveria funcionar a economia. Por isso eles interviam nela, afim de controlar o que se podia ou não produzir, vender e participar. Nestes casos a nobreza e alguns setores da burguesia se privilegiavam.
O Metalismo: doutrina do mercantilismo, no qual acreditava que o país que acumulasse mais metais preciosos (ouro e prata) seria o mais rico. Por isso a necessidade de se exportar mais e importar menos. (Lembrete – o comércio internacional era feito em ouro e prata)
Como se baseava a economia mercantilista?
A produção de mercadorias (agrárias ou artesanais) continuava igual como era no feudalismo, pois o nobre não investe capital na produção em sua terra. A sua relação com os camponeses e artesãos continuam em regime de servidão. Apenas aumentou os tributos (pagamentos em mercadoria e dinheiro) para o acumulo de riquezas para o comércio. Por isso chamamos ainda de Produção Feudal.
Em outros casos, muitos famosos, as mercadorias que seriam comercializadas, eram obtidas (exploradas) em terras distantes da Europa, como a madeira e a cana-de-açúcar no Brasil e nas ilhas atlânticas, os metais preciosos (ouro e prata) da América Hispânica, os condimentos alimentícios e os produtos manufaturados (seda, porcelana, etc. ) de países do Oriente como a Índia e a China.
Pirataria: Em alguns casos extremos, os países que não tinham minas de metais preciosos em suas colônias, estimulavam uma pratica criminosa comum na época: a pirataria, isto é, roubo em alto-mar de navios espanhóis carregados de ouro e prata da América Hispânica .
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Baseando-se na leitura do texto "O Imperialismo", do vídeo sobre o assunto, das aulas presenciais e demais outras fontes, responda:
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1) Com suas próprias palavras, explique quais são as principais características do capitalismo monopolista que surgiu no século XIX.
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2) Explique com as suas palavras por que as potências capitalistas (nações européias) partiram para a conquista de regiões e áreas de influência no continente africano e asiático.
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Como já vimos anteriormente, a expansão imperialista no final do século XIX fez com que as principais potências capitalistas européias entrassem numa disputa direta pelas colônias e áreas de influência econômica nos continentes africano e asiático. Essa disputa, aos poucos, estava chegando ao ponto de se transformar num conflito bélico de grandes proporções.
A disputa econômica estava se transformando em uma disputa política e até mesmo ideológica. Valia-se de tudo para justificar a hostilidade ao inimigo. Os sentimentos de nacionalismo, revanchismo e preconceito foram estimulados a fim de convencer as massas dos respectivos países aderirem à cruzada pela derrota do inimigo.
Entre o final do século XIX e o início do século XX a economia alemã se desenvolveu tanto, a tal ponto de ameaçar o domínio inglês nos mercados internos da Europa. Ameaça também, através da pressão diplomática e outros métodos coercitivos, o império colonial britânico. Os ingleses, por sua parte, buscavam justificar um futuro conflito com os germânicos através de uma propaganda ideológica que dizia que o barbarismo alemão queria dominar o mundo, e que era obrigação da Inglaterra salvaguardar a civilização européia.
E isso se repetiu com os outros países contrários entre si. A tal ponto de criar um clima de hostilidade no ar. A França, por exemplo, derrotada na guerra Franco-Prussiana de 1870 e espoliada da rica região da Alsácia-Lorena, aspirada a revanche contra os alemães. A expectativa de que uma guerra entre as nações poderia estourar a qualquer momento fez com que houvesse uma verdadeira corrida armamentista, estimulando a larga produção de material bélico, o crescimento dos efetivos militares e o grande desenvolvimento de tecnologias da “morte”. A esse período de tensão nós damos o nome de Paz Armada.
Além disso, ocorreu uma busca por alianças que garantissem uma balança favorável na hora de um conflito direto. Em 1882 a Alemanha, a Itália e o Império Austro-Húngaro formaram a Tríplice Aliança. Para contrabalançar este grupo, seus rivais Inglaterra, França e o Império Russo formaram a Tríplice Entente em 1907.
Agora só faltava o estopim (desculpa) para as nações iniciarem a grande guerra. E elas não tardaram a surgir. A primeira delas foi a chamada Crise Marroquina. Entre o período de 1905 e 1911, França e Alemanha quase declaram guerra por causa da disputa pelo Marrocos, no norte da África. A solução, por enquanto, foi resolvida diplomaticamente através da Conferência de Algeciras, onde o Marrocos ficou sob domínio francês, enquanto parte do Congo era cedido aos alemães.
Um outro foco de instabilidade foi a Questão Balcânica. A região da Europa Oriental era economicamente mais atrasada que a Europa Ocidental. Por isso mesmo virou foco das atenções das potências capitalistas. Nos Bálcãs viviam inúmeros povos de origem eslava, mas o predomínio político há muito tempo era dos austríacos, que através de seu império, subjugada quase todos estes povos. Já a Rússia, disfarçava seu interesse imperialista pela região anunciando ser a grande protetora dos povos eslavos e não aceitava o domínio austro-húngaro dos Bálcãs. A situação piorou quando os austríacos anexaram a Bósnia-Herzegovina, estimulando o clima nacionalista dos eslavos. E não podemos esquecer também dos interesses da Alemanha na região, que previa a construção da estrada de ferro Berlim-Bagdá, se ligando as ricas jazidas de petróleo do Império Otomano, ambos contrários à Rússia.
Foi neste contexto que ocorreu o famoso Atentado de Sarajevo, onde o príncipe austríaco Francisco Ferdinando foi assassinado na capital bósnia em 28 de junho de 1914 por uma organização terrorista chamada Mão Negra. O Império Austro-Húngaro acusou o governo da Sérvia (aliada da Rússia) pelo atentado. A troca de acusações acabou servindo de pretexto para os austríacos declararem guerra aos sérvios. Então o sistema de alianças foi acionado e foi como um efeito dominó. A Rússia declarou guerra à Áustria, a Alemanha declarou guerra à Rússia, a França declarou guerra à Alemanha e posteriormente a Inglaterra declarou guerra aos alemães, dando início a Primeira Guerra Mundial.
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